Boletim de ocorrências #61
As reviravoltas que o mundo dá...
Estava aqui, pensando na história de tirar um doce da boca de criança. Acho que é uma expressão pra dizer que algo é muito fácil de ser feito, mais fácil que tirar doce da boca de criança.
Em primeiro lugar, não sei se é tão fácil assim, tirar um doce da boca de uma criança. Aliás, deveria ser o contrário, já que para as coisas ficarem mais fáceis, acho que o pessoal coloca um doce na boca da criança, pra ela ficar quieta e parar de incomodar.
Mas quando lembrei desta expressão, pensei que tinha outro significado. Achei que era dar uma falsa esperança e depois tirar essa esperança de alguém.
Não sei de onde tirei essa interpretação. Na verdade, sei sim. É que, realmente, devo estar lendo esta expressão com meus olhos do momento presente.
Cheguei de férias e assim que cheguei, tive a perspectiva de uma mudança na minha vida. Algo que eu estava esperando há algum tempo e meio que já tinha desistido. Uma mudança profissional. Falando sinceramente, tinha até esquecido.
Então fiquei bem feliz com a possibilidade renovada. Nervoso com o que isso implicaria. Tenso com todas as pequenas e grandes coisas que eu teria que fazer para que esta oportunidade se concretizasse. Angustiado por ter medo de me arrepender. E estressado com a eventualidade de não dar certo... mais uma vez.
Pois bem. Até rezar, eu rezei. Não apenas pedindo para que essa mudança se realizasse, mas sobretudo para que ela se realizasse apenas se essa for a melhor opção para mim.
Daí que, cheguei lá e finalmente, as condições tinham mudado, não era bem assim, talvez não seja tão interessante, etc. E eu, tentando encontrar um meio de fazer acontecer.
Mas peraí! Então, quando pedi pra coisa se realizar apenas se fosse a melhor opção pra mim, será que está valendo eu tentar me adaptar mais, insistir, de forma que a coisa se realize? O que faria parte destes supostos planos divinos do que é “a melhor opção pra mim”? Será que eu devia apenas ir lá e aceitar tudo como vier, ou como não vier, ou devia insistir para encontrar uma solução e tentar me adaptar às condições?
Não sei. Aquela história de escrever certo por linhas tortas pode entrar em qualquer situação. Desde o “Ó, não deu. Desista”, até o “Viu? Você teve que percorrer caminhos tortuosos para chegar aonde deveria”. Em todo caso, se depender de linhas tortas, estou bem servido.
Bem servido em frases feitas também, né?
Aliás, hoje aconteceu algo raro. Queria continuar dormindo até mais tarde. Eu, que sempre tenho insônias e acordo cedo, não consegui me levantar às sete e meia e tive que fazer um grande esforço pra sair da cama às nove da manhã.
Por que, de
repente, decidi falar nisso? Calma... Estou falando nisso, porque lembrei de
outra frase feita: deus ajuda quem cedo madruga. Vai que não me ajudou porque eu dormi até tarde... ou será que ajudou?
E agora, tentando achar uma forma de concluir este texto sem usar uma expressão idiomática batida, me dou conta que é bem difícil não mergulhar em clichés.
Sei que se eu me esforçar, posso conseguir, afinal: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, né?

Adorei ! Quero saber mais dessa história...
ResponderExcluirTe conto em breve :)
ExcluirAdorei! E acho que a oportunidade eh pra ti mesmo ❤️
ResponderExcluirApenas o tempo dirá... 😉 ❤️
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