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Boletim de ocorrências #81

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"Cultura com cu maiúsculo." Pois é.  O grupo de whatsapp onde registrei esta frase foi criado em meados de 2015, em princípio, para organizar algum evento. Depois do dito evento, o grupo tornou-se inútil, descaracterizado. Um tempo depois, dei um golpe de Estado e decidi excluir quem ainda vagava por ali. Fiquei sozinho. Soberano. Poderoso. Ditador. Com trocas de telefone, perdi várias mensagens do meu império. O que restou, começa no fim de 2022, mais precisamente dia 4 de dezembro, com esta frase, enviada primeiro em francês e logo depois em português: “ La culture avec un grand cul ” A frase é prosaica, mas não deixa de ser engraçada. Será que copiei de algum lugar? O que ela me inspirou naquele momento e o que ela me inspira hoje? Enfim, hoje, já é outro dia. Pensei em muitas coisas com relação a esta frase quando a redescobri. Hoje, não lembro de mais nada. Me pergunto o quê, de tão interessante eu teria para dizer sobre a cultura, sobre esta sensação que me vem ...

Boletim de ocorrências #80

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Do alto de uma colina coberta de neve. Após  anos confinado em uma gruta, um eremita decide descer até o povoado para contar a verdade mais profunda, que lhe foi revelada durante seu recolhimento. * * Bem, por enquanto, era isso. Um ponto de partida. Fragmentos, entre tantos. Nada de muito original. Tudo bem. O exerc í cio, agora, seria o de ir colocando pedras neste caminho. Porque este ano... este ano... quero paz no meu coração... JESUSA! Esta música saiu do fundo do ba ú  dos meus traumas. Da época em que minha mãe me colocava a cada verão para fazer aulas de violão. Ano ap ó s ano, as mesmas notas, os mesmos acordes, as mesmas canções. Mas isso é hist ó ria para outro dia.   Este ano... eu preciso colocar em prática as resoluções. * Sem comunhão não h á  humanidade. *  Mas, para dizer a verdade, não tenho resoluções. Não tenho resoluções, mas sei mais ou menos aonde (onde?) devo chegar. Não sei como ir. Não sei o caminho. Não sei se consigo. Mas sei mais ou...

Terceira temporada

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Boletim de ocorrências #79

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Então... como começar? Como recomeçar? Com o assunto que tinha planejado há tempos ou com o que sair na hora?  O assunto imposs í vel de ignorar é a calamidade ambiental, econômica e humana que assola o mundo e particularmente meu estado, no Brasil. Mas hoje, vou começar falando o que tinha pensado e depois a gente vê o que sai. Aos trancos e barrancos. Como sempre. É que hoje é uma data muito importante. Não porque é meu aniversário, mas porque este aniversário representa a metade da minha vida, de certa forma. Peraí, não é bem assim. Não é a metade da minha vida, do total que eu vou viver nesta terra. Aliás, tenho quase certeza que não. Já devo estar mais pra lá do que pra cá, nesta linha do tempo aí. Hoje, ao completar 48 anos, me dei conta que passei metade da minha vida no século XX e metade no século XXI. Bem simétrico, como eu gosto. Isso significa que a partir de agora, cada dia que passa deveria me tornar cada vez mais um cidadão do século XXI. Um indivíduo que terá ...

Boletim de ocorrências #78

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Daí que hoje o amadorismo voltou com tudo. Isso, porque eu tinha pensado em um assunto legal, pra não precisar falar daquele tema que ia deixar as pessoas achando que estou deprimido. Já basta me considerarem reacionário. Só que eu não anotei e, óbvio, esqueci. Foi exatamente como em todas as outras vezes que isso aconteceu. Pensei assim: “não, isso eu não vou esquecer, nem precisa anotar”. Daí cheguei em casa, fui escrever e adivinha? Pois é. Então fiquei aqui, tentando refazer o percurso do dia pra lembrar do tal assunto. Será que foi enquanto eu estava na academia? No supermercado? Não sei. Na aula de pilates, o professor fez uma piadinha sobre a gente relaxar fazendo um carinho na bola de pilates, mas com cuidado pra não se apaixonar por ela, pois ele não queria ver ninguém sair chorando da aula. Surreal. Mas não era isso. Depois, fui fazer outros exercícios, naqueles aparelhos de academia, e me pergunto se foi ali que tive minha ideia genial. Mas não vejo absolutamente ...