Boletim de ocorrências #32

Ainda estou um pouco com uma espécie de ressaca do texto de segunda.

Talvez essa semana, teria sido o momento ideal para reduzir o ritmo das publicações. A sensação é como abrir uma represa. No início, a água sai com muita força e em grande quantidade. Depois, o fluxo fica menos intenso e mais lento. Talvez seja um bom momento para deixar o fluxo se reduzir aqui no blog. Naturalmente. Mas bom, estou aqui escrevendo, há três dias seguidos, e não estou me forçando. Então, podemos dizer que ainda estou em um fluxo “natural”, né?

Daí que fui dar uma olhada nas minhas notinhas breves, sobre assuntos possíveis e, gente... tem umas coisas que não dá. Fico admirado do tipo de produção intelectual que eu tenho durante as minhas insônias.

Tipo pum. Sim, sei que pode ser um assunto. E muito prolífico. Mas não precisa. Muita gente já deve ter falado. Talvez não tenham colocado as questões que eu me coloquei, mas não. Não posso. Tenho vergonha. Não vou falar. Bem, até posso falar porque, de qualquer forma, se eu quiser, apago antes de publicar e vocês vão ver um espaço em branco aqui. Ou uma abóbora podre.

Vou poupar vocês e ao invés de colocar minha questão aqui, resolvi dar uma pesquisada no google sobre o assunto, o pum, e aparecem informações interessantíssimas. Sério! Não apenas sobre pum, mas sobre vários temas relacionados a odores. Recomento a pesquisa, viu?

Por exemplo, fantosmia. É o fato de ter alucinações olfativas, sentir odores fantasmas. Pode ser um sintoma de vários distúrbios. Acho que houve uma época em que eu sentia cheiro de gás. Não gases. Gás. Andando na rua, do nada. Ou churrasco. Achei estranho, mas não procurei um médico. Nem uma churrascaria. Às vezes, em casa, sinto cheiro de cigarro ou incenso. Mesmo com as janelas fechadas, acho que vem da casa do vizinho. Agora, lendo sobre a fantosmia, me pergunto se não estou alucinando de vez em quando. O google é uma maravilha pra deixar a gente hipocondríaco.

Aliás, a palavra alucinar, no meu dicionário etimológico imaginário, poderia vir de perder a luz, perder a razão, ficar na escuridão (intelectual), ofuscado. Talvez tenha algo a ver com isso mesmo, mas li que a origem é “vagar” em grego. Ou seja. Dicionários etimológicos imaginários são bons, se você escreve um blog alucinado (que fica “vagando” por pensamentos aleatórios), mas não são os mais confiáveis para uma tese de doutorado ou um artigo jornalístico.

Agora chegou aquele momento fatídico. Aquele momento que ocorre todos os dias em que escrevo, que é de espiar quantas linhas faltam para terminar a página vazia. Normalmente, são 9 ou 10 linhas. Vamos ver agora.

Bingo. Nove linhas. Acho muito estranho isso de eu escrever dois terços de página e quando chega no fim me dar certo bloqueio. Daí, o que acontece na maioria das vezes é que eu começo a escrever alguma coisa e, quando vejo, tenho que fazer uns cortes, ou não colocar tudo o que tinha pensado, para não ultrapassar os limites da página.

Claro que nada é tão estrito assim. Embora eu seja uma pessoa com tendências digamos, meio rigorosas, nada de grave vai acontecer se eu fizer um texto com algumas linhas a mais ou algumas linhas a menos. Nada de grave.

Hoje, por exemplo, vou terminar aqui, algumas linhas antes, com um cheiro de mistério no ar.

Comentários

  1. O Homem que soltava pum, livro de Mario Prata. Amava quando criança e hoje minha filha ama também. Pum é um tema incrivel. Assim como muitos outros assuntos que rondam essa região tão misteriosa, singular e util que é o cu!

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  2. https://marioprata.net/literatura-2/literatura-infantil/o-homem-que-soltava-pum/

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